sábado, 20 de abril de 2019

O efeito Lúcifer: quando boas pessoas tornam-se ruins



Todos nós podemos nos tornar torturadores. É o que afirma o prestigioso pesquisador e psicólogo Phillip Zimbardo. Tudo depende de ocorrerem ou não as condições necessárias para que boas pessoas se tornem más. Este fenômeno é conhecido como o Efeito Lúcifer.

Explicando melhor, a afirmação de Zimbardo se baseia no fato de que todos nós temos uma parte boa e uma parte má. A parte que mais destacamos dependerá de uma determinada situação concreta favorecer uma ou outra versão de nós mesmos. 

Devemos eliminar a ideia de que “a maldade” é algo fora do normal e que, inclusive, é patológica. Somos um todo e ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim, mas sim uma escala de cinza na qual, às vezes, predomina mais o branco e outras o preto.



A capacidade infinita da mente humana pode transformar qualquer um de nós em amáveis ou cruéis, compassivos ou egoístas, criativos ou destrutivos, e fazer com que cheguemos a ser vilões e com que outros sejam heróis.”
– Phillip Zimbardo-


A experiência que deu forma ao efeito Lúcifer

É interessante trazer ao conhecimento a afirmação do papa João Paulo II sobre o Céu e o Inferno. De acordo com o que ele disse, Céu e Inferno estão dentro de nós e, é por isso que não podemos escapar deles. Não é necessário que sejamos católicos para compreender esta afirmação, pois ela simplesmente está aí para que examinemos a realidade de que nem sempre tivemos bons comportamentos para com os demais.

Darth Vader era o pior monstro do mundo até que pudemos perceber que ele, na verdade, era um ser humano normal que se deixou levar por suas emoções e suas ambições, transformando-se em um vilão onde seu lado escuro reinava. (Um detalhe adicional: a metáfora de Star Wars é ótima para explicar às crianças os conceitos de bem e mal.)

Voltando à descrição do experimento que deu origem ao conceito de “efeito Lúcifer”… Era o ano de 1971 quando Phillip Zimbardo e sua equipe decidiram colocar o experimento em prática, numa prisão de uma área habitada da Universidade de Stanford.

Os voluntários que trabalharam na recreação da prisão foram previamente examinados para comprovar sua estabilidade psicológica, física e emocional. Aparentemente, todos eram jovens universitários saudáveis, com vontade de fazer parte de um estudo tão singular e com consciência do que isso significava.

Cada um deles recebeu o papel de prisioneiro ou guarda da prisão por meio de um sorteio, em uma prática que deveria durar até duas semanas. No entanto, o experimento precisou ser cancelado no sexto dia, por conta de tudo o que estava acontecendo no sótão da tal prisão.

O experimento se tornou muito real: os prisioneiros se transformaram rapidamente em pessoas submissas e depressivas, e com a mesma rapidez os guardas se transformaram em pessoas sádicas, abusadoras e cruéis.

Estas pessoas incorporaram tanto seu papel que adotaram comportamentos dominantes e autoritários para com seus companheiros. Eles não tinham sido instruídos a nada, simplesmente lhes foi dito que agissem de acordo com “guardas” ou “prisioneiros”. Mas o efeito Lúcifer se apoderou deles…

Assim como o livro que leva o título homônimo, o efeito Lúcifer ocorre como consequência de situações que favorecem o poder social, pois estas facilitam a condução ao caminho do mal.

A maioria de nós sucumbiríamos ao lado escuro se nos ocorressem as condições que favorecem tal comportamento. Dessa forma, nossa identidade é tirada de nós e nos pressiona, de alguma forma, a exercer violência e opressão.


O experimento de Stanford levado à telona

A indústria cinematográfica quis levar este impactante estudo ao cinema, produzindo o filme “A Experiência”.

Não restam dúvidas de que o ser humano guarda, em si mesmo, a mais imensa bondade e a mais aterrorizante e sinistra maldade. Isso é algo que estamos cansados de ver diariamente em nossas vidas. Sem ir muito longe, podemos ver isso diariamente nos jornais da TV.

No entanto, somente uma pessoa boa pode evitar que a maldade penetre em seu interior e, assim, reconduzir seu caminho. Porque nos tornando conscientes disso, é possível mudar e até mesmo controlar o efeito Lúcifer…

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Filho biológico de ‘três pessoas’ nasce na Grécia



Uma mulher de 32 anos deu à luz na terça-feira, na Grécia, um bebê gerado com material genético de três pessoas.
A técnica experimental de fertilização in vitro foi usada como uma alternativa para solucionar o problema de infertilidade da mãe.
De acordo com os médicos, a mãe e a criança, que nasceu pesando 2,9 kg, passam bem.
O surpreendente caso dos gêmeos que têm pais diferentes
A mulher com dois úteros que deu à luz gêmeos um mês após ter tido outro bebê
Os médicos acreditam que estão "fazendo história na medicina" e que o tratamento poderia ajudar casais com problemas de fertilidade em todo o mundo.
Mas alguns especialistas no Reino Unido afirmam que o procedimento levanta questões éticas e não deveria ter ocorrido.
A técnica experimental utiliza um óvulo da mãe e o esperma do pai, além do óvulo de uma doadora.
E foi desenvolvida inicialmente para ajudar famílias afetadas por doenças mitocondriais fatais, transmitidas da mãe para o bebê.
O tratamento foi testado apenas uma vez com esta finalidade - no caso de uma mulher jordaniana portadora do gene da síndrome de Leigh, em 2016 - e provocou muita polêmica.
Mas alguns médicos especializados em fertilidade acreditam que a tecnologia também pode aumentar as chances de sucesso da fertilização in vitro.
Isso é tudo se deve às mitocôndrias - estruturas minúsculas presentes em praticamente todas as células do corpo humano, responsáveis por converter alimento em energia.
As doenças mitocondriais são distúrbios causados pela disfunção das mitocôndrias. Portanto, combinar o DNA da mãe com a mitocôndria de uma doadora saudável poderia prevenir a doença.
Em geral, a técnica repara a mitocôndria no óvulo materno antes de fertilizá-lo em laboratório com espermatozoide do pai.
Em paralelo, há especulações de que as mitocôndrias podem influenciar uma gravidez bem-sucedida. Mas essa teoria não foi testada.
A mulher que deu à luz nesta semana na Grécia havia passado sem sucesso por quatro ciclos de fertilização in vitro.
Ela agora é mãe, mas uma pequena parte da composição genética do seu filho é da doadora, uma vez que as mitocôndrias possuem DNA próprio.

A estrutura da célula

Núcleo: onde a maior parte do nosso DNA se concentra - determina nossa aparência e personalidade.
Mitocôndrias: muitas vezes descritas como as "usinas de energia" da célula, elas produzem a energia que a célula necessita para exercer suas funções.
Citoplasma: substância gelatinosa que contém o núcleo e as mitocôndrias.

O procedimento experimental foi realizado por especialistas em fertilidade na Grécia e na Espanha.
"O direito inalienável de uma mulher se tornar mãe com seu próprio material genético se tornou realidade", afirmou Panagiotis Psathas, presidente do Institute of Life, em Atenas.
"Estamos muito orgulhosos em anunciar uma inovação internacional em reprodução assistida, e estamos em condição agora de tornar possível para mulheres com múltiplas tentativas fracassadas de fertilização in vitro ou doenças genéticas mitocondriais raras ter uma criança saudável."
O centro espanhol Embryotools, que trabalhou em parceria com a equipe grega, anunciou que outras 24 mulheres estão participando do experimento e que oito embriões estão prontos para serem implantados.
Em fevereiro de 2018, médicos de Newcastle, que foram pioneiros nesta tecnologia, receberam autorização para gerar os primeiros bebês de "três pessoas" do Reino Unido.
O órgão regulador de fertilidade no país aprovou duas tentativas, ambas em famílias com doenças mitocondriais raras.
Alguns especialistas argumentam que as duas aplicações - fertilidade e prevenção de doenças - são moralmente muito diferentes.
"Estou preocupado que não haja necessidade comprovada de que uma mulher tenha material genético removido de seus óvulos e transferido para os óvulos de uma doadora", disse Tim Child, da Universidade de Oxford e diretor médico da organização The Fertility Partnership.
"Os riscos da técnica não são totalmente conhecidos, embora possam ser considerados aceitáveis ​​se usados ​​para tratar doenças mitocondriais, mas não nesta situação."
"A paciente poderia ter concebido mesmo que outro ciclo padrão de fertilização in vitro tivesse que ser usado", avalia.

Abelhas são capazes de fazer contas de adição e subtração

Tamanho não é documento, nem mesmo para o cérebro. A máxima acaba de ser confirmada (mais uma vez) em um estudo que comprovou que as abelhas têm uma inteligência que não imaginávamos. Após mostrarem que os insetos são capazes de compreender o conceito por trás do número zero, pesquisadores australianos e franceses foram além. Evidenciaram que as abelhas também são exímias fazedoras de contas, realizando operações matemáticas básicas como adição e subtração.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (6) no periódico Science Advances. Liderado por cientistas do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), na Austrália, o estudo demonstrou que as abelhas podem ser ensinadas a reconhecer cores como elementos simbólicos para resolver problemas aritméticos. A descoberta é um indício de que a cognição numérica avançada pode ser mais comum do que se pensava na natureza.
Como aprendemos a somar e subtrair muito cedo em nossa trajetória escolar, podemos cair no engano de pensar que se tratam de operações cognitivas simples. Mas não são: para dominar essa habilidade, é preciso guardar na memória de longo prazo as regras básicas por trás do ato de somar e de subtrair, além de lidar com um conjunto de números específicos na memória de curto prazo. O processo envolve duas camadas de raciocínio.
Os pesquisadores utilizaram um método muito interessante para treinar as abelhas que participaram do estudo. Elas foram induzidas a visitar um labirinto em forma de Y, onde recebiam uma solução doce, com açúcar, ou uma amarga, com quinino, a depender da escolha que fizessem. Na entrada do labirinto, os insetos se deparavam com um conjunto de elementos, que tinham até cinco formas distintas. Se fossem da cor azul, as abelhas deveriam somar, e se fossem amarelos, elas precisavam subtrair.
Então, como em um programa de TV, as produtoras de mel viam-se em uma bifurcação, em que apenas um dos lados tinha a resposta certa para o problema. Os pesquisadores alteravam randomicamente a porta correta, para que os animais não agissem de maneira enviesada. No início, as abelhas meio que chutavam qualquer lado, de forma aleatória. Mas, com o tempo, demonstraram uma fascinante capacidade de aprendizado.
Depois de 100 testes com duração de quatro a sete horas, os bichinhos entenderam que o azul significava +1, e o amarelo queria dizer -1. Conseguiram aplicar as regras a quaisquer números que lhes eram apresentados. “Nossos achados mostram que o entendimento de símbolos matemáticos complexos como uma linguagem é algo que muitos cérebros podem alcançar, e ajuda a explicar como muitas culturas humanas desenvolveram, independentemente habilidades de cálculo”, disse Scarlett Howard, líder do experimento.

terça-feira, 12 de março de 2019

Morador de rua fica rico e contrata apenas pessoas desabrigadas.


A vida é realmente incrível. Em um dia podemos estar sem casa, desempregado, e sem nenhuma perspectiva de vida, e em algum momento da vida, temos uma reviravolta, e no outro dia, estarmos em uma realidade totalmente oposta, podendo ajudar aqueles que vivem na mesma situação que um você também já viveu. Ainda bem que o mundo dá voltas, não é mesmo?
E o melhor disso tudo é quando podemos tirar o melhor das experiências que temos na vida. E Drew Goodall fez isso. Hoje, o homem que já morou na rua, tem uma condição financeira que lhe possibilita oferecer uma oportunidade para outras pessoas em situações precárias.
Sua história
Drew Goodall tinha o sonho desde a infância de se tornar ator. Aos vinte anos, depois de fazer o curso de teatro, ele conseguiu os seus primeiros papéis, em filmes como Snatch e About a boy. Durante esse período, ele chegou a conhecer grandes atores como Brad Pitt e Hugh Grant.
Tudo parecia ir bem, até que uma crítica de seu desempenho acabou com a sua carreira e mudou totalmente a sua vida. Ele começou a ficar sem dinheiro e não quis procurar ajuda dos seus pais por vergonha. Ele não queria voltar para casa da sua família como um fracasso. Como não tinha dinheiro para pagar o aluguel do apartamento em que morava, o proprietário acabou o expulsando de lá. Drew ficou morando nas ruas de Londres por seis meses nos anos 1990.
Durante esse tempo, ele lutava para sobreviver nas ruas, implorando por comida, sofrendo agressões de bêbados e outros moradores de rua. Ele conta que costumava dormir em caixas de papelão na porta da Academy of Performing Arts, na capital londrina. Sem sombra de dúvidas foi o pior momento da vida de Drew, ele chegou a desenvolver depressão.
Reviravolta
Sua vida começou a mudar novamente, quando ele começou a polir sapatos para ganhar dinheiro. Por ser uma atividade irregular, ele vivia fugindo da polícia para não ser pego. Após seis meses trabalhando como engraxate, um de seus clientes lhe ofereceu uma oportunidade, onde ele poderia fazer o mesmo trabalho de polir sapatos, porém em seu escritório.
Quando ele começou a ganhar mais dinheiro, Drew teve uma ideia "louca" e resolveu começar a sua própria empresa, chamada de Sunshine Shoeshine. E o negócio deu tão certo, que hoje ele faz parceria com importantes empresas de Londres, cujos executivos não abrem mão de sapatos bem polidos. Drew chega a ganhar mais de US$ 250.000 por ano, e usa grande parte desse dinheiro para ajudar instituições de caridade.
Ele atribui o seu sucesso profissional hoje ao tempo em que ele passou nas ruas, e que nunca esqueceu do que ele teve que passar até chegar onde chegou. Por esse motivo é que quase todos os funcionários da Sunshine Shoeshine são desabrigados e pessoas com necessidades especiais.
Ele já empregou mais de 40 pessoas que vivem nas ruas. Alan Walton, de 45 anos, é uma dessas pessoas, o homem que estava desempregado há 15 anos e com problemas de saúde, hoje agradece a Drew que lhe deu esperança de um futuro melhor.

Cabra de 3 anos é eleita prefeita de cidade nos Estados Unidos

Obviamente, o animal não vai assinar leis e discutir o orçamento da cidade.

A cabra Lincoln, de 3 anos, foi eleita prefeita de Fair Haven, cidade com 2.500 moradores localizada no estado de Vermont (EUA), perto da divisa com Nova York. 
O cargo tem valor honorário. Obviamente, a cabra não vai assinar leis e discutir o orçamento da cidade. Ela apenas vai representar Fair Haven em eventos oficiais, usando uma faixa de prefeita. Uma de suas missões é participar de desfiles cívicos.
Na verdade, Fair Haven não tem um prefeito humano. A cidade é administrada por uma espécie de gerente, Joseph Gunter. Foi dele a ideia de introduzir o reino animal na política.
Empossada nesta passada, Lincoln derrotou outros 16 animais, incluindo cães, gatos e até um gerbil (também conhecido como rato-do-deserto). Em segundo lugar no pleito ficou a cadela Sammie. Ela assumirá no caso de morte ou impeachment de Lincoln. Sammie chegou a fazer "boca de urna", lambendo todos os eleitores no local de votação. Mas não emplacou.
A votação foi aberta para eleitores registrados e outros moradores ainda sem direito a eleger os seus representantes. O mandato de Lincoln vai durar um ano. Ao que tudo indica, ela deverá tentar a reeleição. Está com cartaz! Até o deputado democrata Peter Welch, que representa Vermont na Câmara dos Representantes, deu os parabéns à caprina pela vitória.

quinta-feira, 7 de março de 2019

AUTORIDADES AMERICANAS APROVAM NOVO ANTIDEPRESSIVO EM FORMA DE SPRAY NASAL

Foto divulgada pela Janssen Global Services do spray nasal Spravato — Foto: Janssen Global Services via AP

   As autoridades dos Estados Unidos aprovaram o lançamento no mercado de um remédio apresentado como uma revolução no tratamento da depressão, uma doença minimizada por muitos, mas devastadora para os diagnosticados com o mal.
       A agência americana de medicamentos, a FDA, seguiu as recomendações de especialistas e aprovou a esketamina em forma de spray nasal, que será comercializada com o nome de Spravato pela Janssen, a unidade farmacêutica de Johnson & Johnson's.
        A esketamina daria uma nova esperança aos pacientes adultos que resistem atualmente aos remédios disponíveis, como o Prozac.
    O novo fármaco, pensado para as pessoas que já testaram outros medicamentos, é apresentado como uma revolução no combate à depressão.
         Pierre de Maricourt, médico do hospital Sainte-Anne de Paris, que participa em dois testes clínicos de fase 3 do medicamento, financiados pela Janssen, elogiou a aprovação do remédio.
        Ele destacou a "significativa efetividade e a velocidade de ação da esketamina em poucos dias, quando leva de seis a oito semanas para um antidepressivo convencional".
       "Nosso programa de pesquisa sobre a esketamina em forma de spray nasal demonstra uma relação de risco-benefício positiva para os adultos que sofrem com depressão resistente aos tratamentos atuais", disse Husseini K. Manji, diretora de terapias de neurociências na Janssen.
        O laboratório afirma que a molécula permite combater os pensamentos suicidas.
        Maricourt disse que o tratamento deve ser administrado em um centro de saúde para monitorar o paciente. A FDA restringiu a distribuição do remédio, com uso sob vigilância médica, devido ao "potencial de abuso" do medicamento.
         Kim Witczak, que representa os consumidores no painel da FDA e que denuncia os efeitos colaterais dos antidepressivos desde a morte de seu marido, votou contra a autorização de venda, por considerar que os testes podem ser insuficientes.
            A esketamina está relacionada com a ketamina, que é usada como um anestésico em humanos e animais, mas que também é um narcótico.
       De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 300 milhões de pessoas sofrem de depressão, uma doença que limita a capacidade de uma vida cotidiana normal, mas que tem sua gravidade frequentemente subestimada ou confundida com uma depressão passageira. Os casos mais graves podem levar ao suicídio.

quarta-feira, 6 de março de 2019

A ÁRVORE SALADA DE FRUTAS - ATÉ 40 FRUTOS DIFERENTES !



Não é difícil perceber alguns milagres que a natureza já realizou ao longo dos tempos, como novas plantas e animais (das mais variadas formas) que são descobertas ao redor do globo terrestre, não é verdade? Pois é, mas quando o ser humano tenta “dar uma de esperto” e entra em ação para alterar algo na natureza, quase sempre algo ruim acontece — isso é real, fato comprovado.

Contudo, não foi isso o que aconteceu com uma invenção bastante inusitada de um escultor americano. O ilustre Sam Van Aken, professor de arte da Universidade de Syracuse, nos EUA, teve uma ideia mirabolante: comprar um pomar falido — na Estação Experimental Agrícola do Estado de Nova York, que tinha mais de 200 anos de idade e estava prestes a ser fechado devido à falta de financiamento — e transformá-lo em uma árvore “multifrutas”, com 40 tipos diferentes de frutas.

Como ele fez isso?

Depois de comprar o antigo pomar — isso em 2008 —, Sam passou uns anos tentando descobrir como enxertar partes de algumas árvores em uma única árvore frutífera. Para isso, ele conseguiu mais de 250 variedades de frutas que têm caroço, e acabou desenvolvendo um método em cronograma com informações bem úteis, como em que época cada uma delas florescia em relação às outras.

Com isso, o cara começou a combinar alguns enxertos na estrutura de uma árvore, e, depois de dois anos de observações e anotações, a equipe usou uma técnica — chamada “chip de enxerto” — para acrescentar as variedades em outros ramos distintos. O resultado só veio ficar pronto depois de cinco anos de experimentos.

A árvore dos 40 frutos.
E deu certo?

Com certeza, e com maestria! A invenção de Sam não só realmente dá 40 tipos de frutos diferentes, mas também tem um detalhe bem interessante: todas as frutas crescem ao mesmo tempo!

Na primavera, a árvore mostra um mosaico cheio de flores (rosas, brancas, vermelhas e roxas). Já no verão, esse belo quadro se transformam em uma verdadeira fonte de ameixas, pêssegos, damascos, nectarinas, cerejas, amêndoas, etc. Incrível, não?

Até agora, mais de 16 árvores de 40 frutos foram feitas e plantadas em diversos lugares, como em museus, centros comunitários e coleções de arte privadas em todo território americano. A próxima missão de Van é produzir um pequeno pomar dessas árvores em um cenário marcante da cidade de Nova York.


LOBISOMEM ASSUSTA MORADORES DE MIRASSOLÂNDIA HÁ MAIS DE 30 ANOS APÓS IMAGEM MISTERIOSA


Quando o sol se põe em dias de lua cheia o céu estrelado fica propício para aparição do lobisomem, um ser mitológico que é metade lobo e metade homem. Os moradores de Mirassolândia, no interior de SP, dizem ter um grande motivo para ficarem apreensivos em noites com essas características.

Eles garantem que lobisomem existe e já assustou muita gente. Isso porque um ex-peão de rodeio da cidade, Osmar Nascimento, considerado “valente” por muitos, saiu para fotografar o ser em um cemitério de Nova Granada (SP), em abril de 1985. O resultado foi uma imagem intrigante.

Hoje, a dúvida é se a imagem é de um desenho ou fotografia. No entanto, naquela época os moradores da região acreditaram mesmo que seria uma fotografia do homem-lobo.

O barbeiro Marcelino Inácio de Souza garante que este ser existiu. “Todo mundo da cidade falava que ele existia e muita gente viu. Ele era na figura de um cachorro preto”, afirma.

Os amigos do ex-peão João Vanderlei Gonçalves e Luiz Fachini até lembram do dia em que Osmar saiu para registrar a existência do lobisomem.

A imagem repercutiu e o assunto foi manchete de diversos jornais da época. O “valente” até foi entrevistado e disse sem medo que “fotografar este bicho não é nada para mim, é fichinha.”

Enquanto isso, as crianças da época tinham medo do lobisomem e, quando precisavam sair de casa sozinhos durante a noite, era um verdadeiro desafio.

“Com seis, sete anos, você fica impressionado com a foto que parecia algo sobrenatural, as crianças tinham medo de se encontrar com o tal lobisomem”, lembra Jairo Garcia Pereira.

A polêmica já até se tornou caso de polícia quando uma dupla de amigos se fantasiou de lobisomem para assustar os moradores da cidade.

“A máscara ficou apreendida no Fórum, mas a gente absolvido. No dia, o juiz disse que foi algo que nunca viu e dava risada”, lembra o agropecuarista Jair Henrique.

Já o citricultor Paulinho Tamarindo ficou conhecido por se fantasiar. “Fui lobisomem por um tempo e até hoje meu apelido é lobisomem.”

Quem tornou pública a imagem do lobisomem não pode garantir se trata-se de uma fotografia ou uma pintura, mas o filho do ex-peão e “fotógrafo” jura de pé junto que o ser mitológico existiu.


Veja o vídeo:

A LENDA DA MATINTA PERERA

Conta a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo. A Matinta Perera é uma ave de vida misteriosa e cujo assobio nunca se sabe de onde vem. Dizem que ela é o Saci Pererê em uma de suas formas. Também assume a forma de uma velha vestida de preto, com o rosto parcialmente coberto. Prefere sair nas noites escuras, sem lua. Quando vê alguma pessoa sozinha, ela dá um assobio ou grito estridente, cujo som lembra a palavra: “Matinta Perêra…”

Para os índios Tupinambás esta ave, era a mensageira das coisas do outro mundo, e que trazia notícias dos parentes mortos. Era chamada de Matintaperera. Para se descobrir quem é a Matinta Pereira, a pessoa ao ouvir o seu grito ou assobio deve convidá-la para vir à sua casa pela manhã para tomar café.

No dia seguinte, a primeira pessoa que chegar pedindo café ou fumo é a Matinta Pereira. Acredita-se que ela possua poderes sobrenaturais e que seus feitiços possam causar dores ou doenças nas pessoas. Em alguns lugares, se apresenta como um velho, a cabeça amarrada com um pano ou lenço, como se fosse uma pessoa doente, indo de porta em porta, também a pedir tabaco.

Um ponto em comum em todas as versões encontradas, é que se trata de um indivíduo nômade, que anda a gritar, ou com seu assobio de pássaro, ou a tocar uma flauta, sempre a pedir tabaco. No Tupi encontramos Mata como significado de coisa grande, e mati para coisa pequena. No nosso caso da Matinta-Pereira, o mati significa um ente misterioso, nem ave, nem quadrúpede, nem serpente, mas tendo de todos estes alguma coisa. Mora nas ruínas, junto com onças, corujas e cobras.

Há na região Norte, sociedades secretas femininas chamadas de Tapereiras, que o povo chama de Mati-taperereiras. Às vezes usam do medo que provocam na população para obterem vantagens. Conta-se que garotos de 10 a 14 anos, como serventes e nas noites sem luar, saem a gritar imitando a Matinta-pereira. O povo assustado fecha as portas e janelas, e todos se calam para não atrair o “demônio” para suas casas.

Nos dias seguintes a essa noite, todos sabem que durante o dia chegará às suas portas uma velha a pedir tabaco. Nesse caso é melhor dar, ou charutos, e mais alguma coisa para comer. Insatisfeita tentará entrar na casa; Satisfeita ela irá embora sem causar mal algum.
Notas Complementares: Nomes comuns: Matinta Pereira, Matinta, Mati-tapereira, Matim-taperê, etc. Origem Provável: Mito que ocorre no Sul, Centro e Norte e Nordeste do Brasil. Para alguns é uma variação da lenda do Saci.

Ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um estridente assobio, o morador diz:: – Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco. No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo.

Na região Norte, especialmente Pará, a Matinta Pereira, seria um pequeno índio, de uma perna só e com um gorro vermelho na cabeça, semelhante ao Saci, que não evacua nem urina, sujeito a uma horrível velha, a quem acompanha às noites de porta em porta, a pedir tabaco. A velha que o acompanha canta, ao som do canto de um pássaro noturno chamado Matin-ta-perê.

Em Pernambuco há uma referência a uma ave noturna, cujo canto se assemelha a um grito, muito temido por todos, por ser considerado de mau agouro. É a mesma Matinta, mas esta parece dizer: “Saia-Dela”.

Esta é provavelmente uma adaptação da lenda do Saci. Inclusive o pássaro no qual ela se transforma, chamada Matin-ta-perê, que além de ser preta tem o costume de andar pulando numa perna só, é a mesma que entre os Tupinambás, com o tempo se transformou no moleque Saci.

A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de “virar” Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo “rasga-mortalha”. Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta: “Quem quer? Quem quer?” Se alguém responder “eu quero”, pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de “virar” Matinta Perera.

Existem várias formas de escrever o seu nome: Matinta Pereira, Matinta Perêra, Matinta Perera, Mati-Taperê, Mat-taperê, Matim-Taperê, Titinta-Pereira. Ela se apresenta como sendo uma velha, geralmente acompanhada de um pássaro. O pássaro assobia, à noite, para perturbar o sono das pessoas e assustar as crianças.

Há os que dizem que já tiveram a infeliz experiência de se deparar com a visagem dentro do mato. A maioria a descreve como uma mulher velha com os cabelos completamente despenteados e que tem o corpo suspenso, flutuando no ar com os braços erguidos. Ao ver uma Matinta, dizem os experientes, não se consegue mover um músculo sequer. A pessoa fica tão assustada que fica completamente imóvel! Paralisada de pavor!

LENDAS E CAUSOS DA QUARESMA IV - O PESCADOR TEIMOSO

Nos tempos antigos, para muitos católicos praticantes, a Sexta-feira Santa era realmente Santa. Era um dia dedicado ao Jejum, à oração, ao arrependimento, ao perdão, ao reencontro de familiares e também de muita fartura.

Na Sexta-Feira Santa! Ai de quem falasse alto, varresse casa, penteasse o cabelo, fizesse amor, batesse ou brigasse com alguém, quebrasse o jejum, ou fizesse esforço físico.

Pescar, nem pensar! Porém, um certo pescador no município de Raposa, reclamando para seus colegas que estava sem dinheiro para tomar umas cervejas no sábado de aleluia, e até mesmo para comprar uma roupa nova para vestir no dia de festa após a quaresma, convidou-lhes para fazer uma pescaria. Os mesmos relutaram por ser sexta-feira santa.

Mas, depois de muita insistência, e para ajudarem o amigo que estava em péssima situação financeira, resolveram acompanha-lo na pescaria de espinhel em uma canoa biana.

Muito feliz com o apoio dos amigos, comprou logo uma garrafa de pinga fiado, e depois de uns goles, gritou aos amigos que hoje eles fariam uma pescaria das boas. Porém, quando eles saíram para pescar, ao se aproximarem da saída da barra rumo ao pesqueiro, aparece ao pescador uma mão aberta fora da água, que somente ele conseguia ver. Como esse pescador era gago e moreno, mesmo pálido e ofegante, tinha muita dificuldade em expressar seu medo diante do que via, e explicar para os companheiros o que estava acontecendo. Ele jurava de pé juntos, que estava enxergando uma mão que acenava para ele, e que essa mão ficava fora dá água. Mas, ninguém conseguia ver a tal mão, e nem entender o que se passava.

Depois de muito suspense e após desistirem da pescaria, retornam para o porto de onde embarcaram, e a mão que aparecia para o pescador gago desaparece assim que os mesmos retornam. Em terra, ele conta para várias pessoas o acontecido, prometendo que jamais sairia para pescar em uma sexta-feira santa. Anos depois, esse pescador mudou de profissão e se tornou agricultor.