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quinta-feira, 9 de março de 2023

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DE BIBLIOMANCIA?

 


      Às vezes tudo que queremos é um conselho, uma luz ou a resposta para uma dúvida e, nessas horas, muitas pessoas recorrem aos oráculos. Entre os muitos oráculos e métodos de adivinhação que atravessaram os tempos, a Bibliomancia, uma arte mágica antiga e acessível a todos — independente do nível de conhecimento em magia, é uma das mais usadas. Para praticá-la, você só precisa de um livro.

     A Bibliomancia foi muito praticada no império romano, no período pré-cristão e, inicialmente, utilizava-se de textos sagrados ou exemplares de filósofos  para prever o futuro. Foi apenas durante a Idade Média que a prática se popularizou no ocidente e ganhou muitos adeptos, com diversas religiões a adotando e utilizando seus próprios livros sagrados.

      Origens e métodos

     

I Ching - O livro das
 mutações
      Um dos primeiros textos utilizados no Oriente para adivinhação foi o I Ching, que pode ser traduzido como Livro das Mutações. Criado no período Zhou Ocidental (1000–750 a.C.), o I Ching tem um método próprio que consiste em usar o caule de um milefólio para produzir um conjunto de seis números que corresponde a partes do texto. O livro se tornou tão popular que pode ser encontrado até hoje em versões mais modernas.

      Dentre os métodos mais utilizados pela Bibliomancia, o mais simples requer apenas que a pessoa formule uma pergunta, escolha um livro qualquer e, ao abri-lo aleatoriamente, deixe seus olhos pousarem em qualquer parte do texto que deverá ser interpretado como resposta ao questionamento.

    Outra forma de fazer é com uma leitura direcionada, onde o consulente formula a pergunta ao bibliomante, que manipula a busca no livro, ele próprio, apresentando a seguir, o trecho que se destacar a seus olhos ao consulente

    Também pode-se deixar o livro ao ar livre, onde o vento se encarregara de mover as paginas e trazer as respostas.

      Qual livro usar?

    

      Qualquer livro pode ser usado como uma ferramenta da bibliomancia. Seja um livro de ficçãoromance, biografia ou auto-ajuda, o importante é o sentido que você dá mensagem contida em suas páginas. Além disso, o significado que esse livro tem para você, no momento da prática, é fundamental para a leitura da bibliomancia.

    Outra questão importante é a sua pergunta. Isto é: você deve escolher o livro de acordo com o campo semântico da sua dúvida. Nesse caso, se a sua questão é sobre sua relação amorosa, você pode consultar um romance. Mas se for sobre uma questão existencial, você pode escolher um livro sobre astrologia ou misticismo.

    Apesar disso, é muito comum que os videntes utilizem um livro específico apenas para a prática da bibliomancia, como um oráculo sagrado.

 

quarta-feira, 6 de março de 2019

LOBISOMEM ASSUSTA MORADORES DE MIRASSOLÂNDIA HÁ MAIS DE 30 ANOS APÓS IMAGEM MISTERIOSA


Quando o sol se põe em dias de lua cheia o céu estrelado fica propício para aparição do lobisomem, um ser mitológico que é metade lobo e metade homem. Os moradores de Mirassolândia, no interior de SP, dizem ter um grande motivo para ficarem apreensivos em noites com essas características.

Eles garantem que lobisomem existe e já assustou muita gente. Isso porque um ex-peão de rodeio da cidade, Osmar Nascimento, considerado “valente” por muitos, saiu para fotografar o ser em um cemitério de Nova Granada (SP), em abril de 1985. O resultado foi uma imagem intrigante.

Hoje, a dúvida é se a imagem é de um desenho ou fotografia. No entanto, naquela época os moradores da região acreditaram mesmo que seria uma fotografia do homem-lobo.

O barbeiro Marcelino Inácio de Souza garante que este ser existiu. “Todo mundo da cidade falava que ele existia e muita gente viu. Ele era na figura de um cachorro preto”, afirma.

Os amigos do ex-peão João Vanderlei Gonçalves e Luiz Fachini até lembram do dia em que Osmar saiu para registrar a existência do lobisomem.

A imagem repercutiu e o assunto foi manchete de diversos jornais da época. O “valente” até foi entrevistado e disse sem medo que “fotografar este bicho não é nada para mim, é fichinha.”

Enquanto isso, as crianças da época tinham medo do lobisomem e, quando precisavam sair de casa sozinhos durante a noite, era um verdadeiro desafio.

“Com seis, sete anos, você fica impressionado com a foto que parecia algo sobrenatural, as crianças tinham medo de se encontrar com o tal lobisomem”, lembra Jairo Garcia Pereira.

A polêmica já até se tornou caso de polícia quando uma dupla de amigos se fantasiou de lobisomem para assustar os moradores da cidade.

“A máscara ficou apreendida no Fórum, mas a gente absolvido. No dia, o juiz disse que foi algo que nunca viu e dava risada”, lembra o agropecuarista Jair Henrique.

Já o citricultor Paulinho Tamarindo ficou conhecido por se fantasiar. “Fui lobisomem por um tempo e até hoje meu apelido é lobisomem.”

Quem tornou pública a imagem do lobisomem não pode garantir se trata-se de uma fotografia ou uma pintura, mas o filho do ex-peão e “fotógrafo” jura de pé junto que o ser mitológico existiu.


Veja o vídeo:

A LENDA DA MATINTA PERERA

Conta a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo. A Matinta Perera é uma ave de vida misteriosa e cujo assobio nunca se sabe de onde vem. Dizem que ela é o Saci Pererê em uma de suas formas. Também assume a forma de uma velha vestida de preto, com o rosto parcialmente coberto. Prefere sair nas noites escuras, sem lua. Quando vê alguma pessoa sozinha, ela dá um assobio ou grito estridente, cujo som lembra a palavra: “Matinta Perêra…”

Para os índios Tupinambás esta ave, era a mensageira das coisas do outro mundo, e que trazia notícias dos parentes mortos. Era chamada de Matintaperera. Para se descobrir quem é a Matinta Pereira, a pessoa ao ouvir o seu grito ou assobio deve convidá-la para vir à sua casa pela manhã para tomar café.

No dia seguinte, a primeira pessoa que chegar pedindo café ou fumo é a Matinta Pereira. Acredita-se que ela possua poderes sobrenaturais e que seus feitiços possam causar dores ou doenças nas pessoas. Em alguns lugares, se apresenta como um velho, a cabeça amarrada com um pano ou lenço, como se fosse uma pessoa doente, indo de porta em porta, também a pedir tabaco.

Um ponto em comum em todas as versões encontradas, é que se trata de um indivíduo nômade, que anda a gritar, ou com seu assobio de pássaro, ou a tocar uma flauta, sempre a pedir tabaco. No Tupi encontramos Mata como significado de coisa grande, e mati para coisa pequena. No nosso caso da Matinta-Pereira, o mati significa um ente misterioso, nem ave, nem quadrúpede, nem serpente, mas tendo de todos estes alguma coisa. Mora nas ruínas, junto com onças, corujas e cobras.

Há na região Norte, sociedades secretas femininas chamadas de Tapereiras, que o povo chama de Mati-taperereiras. Às vezes usam do medo que provocam na população para obterem vantagens. Conta-se que garotos de 10 a 14 anos, como serventes e nas noites sem luar, saem a gritar imitando a Matinta-pereira. O povo assustado fecha as portas e janelas, e todos se calam para não atrair o “demônio” para suas casas.

Nos dias seguintes a essa noite, todos sabem que durante o dia chegará às suas portas uma velha a pedir tabaco. Nesse caso é melhor dar, ou charutos, e mais alguma coisa para comer. Insatisfeita tentará entrar na casa; Satisfeita ela irá embora sem causar mal algum.
Notas Complementares: Nomes comuns: Matinta Pereira, Matinta, Mati-tapereira, Matim-taperê, etc. Origem Provável: Mito que ocorre no Sul, Centro e Norte e Nordeste do Brasil. Para alguns é uma variação da lenda do Saci.

Ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um estridente assobio, o morador diz:: – Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco. No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo.

Na região Norte, especialmente Pará, a Matinta Pereira, seria um pequeno índio, de uma perna só e com um gorro vermelho na cabeça, semelhante ao Saci, que não evacua nem urina, sujeito a uma horrível velha, a quem acompanha às noites de porta em porta, a pedir tabaco. A velha que o acompanha canta, ao som do canto de um pássaro noturno chamado Matin-ta-perê.

Em Pernambuco há uma referência a uma ave noturna, cujo canto se assemelha a um grito, muito temido por todos, por ser considerado de mau agouro. É a mesma Matinta, mas esta parece dizer: “Saia-Dela”.

Esta é provavelmente uma adaptação da lenda do Saci. Inclusive o pássaro no qual ela se transforma, chamada Matin-ta-perê, que além de ser preta tem o costume de andar pulando numa perna só, é a mesma que entre os Tupinambás, com o tempo se transformou no moleque Saci.

A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de “virar” Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo “rasga-mortalha”. Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta: “Quem quer? Quem quer?” Se alguém responder “eu quero”, pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de “virar” Matinta Perera.

Existem várias formas de escrever o seu nome: Matinta Pereira, Matinta Perêra, Matinta Perera, Mati-Taperê, Mat-taperê, Matim-Taperê, Titinta-Pereira. Ela se apresenta como sendo uma velha, geralmente acompanhada de um pássaro. O pássaro assobia, à noite, para perturbar o sono das pessoas e assustar as crianças.

Há os que dizem que já tiveram a infeliz experiência de se deparar com a visagem dentro do mato. A maioria a descreve como uma mulher velha com os cabelos completamente despenteados e que tem o corpo suspenso, flutuando no ar com os braços erguidos. Ao ver uma Matinta, dizem os experientes, não se consegue mover um músculo sequer. A pessoa fica tão assustada que fica completamente imóvel! Paralisada de pavor!

LENDAS E CAUSOS DA QUARESMA IV - O PESCADOR TEIMOSO

Nos tempos antigos, para muitos católicos praticantes, a Sexta-feira Santa era realmente Santa. Era um dia dedicado ao Jejum, à oração, ao arrependimento, ao perdão, ao reencontro de familiares e também de muita fartura.

Na Sexta-Feira Santa! Ai de quem falasse alto, varresse casa, penteasse o cabelo, fizesse amor, batesse ou brigasse com alguém, quebrasse o jejum, ou fizesse esforço físico.

Pescar, nem pensar! Porém, um certo pescador no município de Raposa, reclamando para seus colegas que estava sem dinheiro para tomar umas cervejas no sábado de aleluia, e até mesmo para comprar uma roupa nova para vestir no dia de festa após a quaresma, convidou-lhes para fazer uma pescaria. Os mesmos relutaram por ser sexta-feira santa.

Mas, depois de muita insistência, e para ajudarem o amigo que estava em péssima situação financeira, resolveram acompanha-lo na pescaria de espinhel em uma canoa biana.

Muito feliz com o apoio dos amigos, comprou logo uma garrafa de pinga fiado, e depois de uns goles, gritou aos amigos que hoje eles fariam uma pescaria das boas. Porém, quando eles saíram para pescar, ao se aproximarem da saída da barra rumo ao pesqueiro, aparece ao pescador uma mão aberta fora da água, que somente ele conseguia ver. Como esse pescador era gago e moreno, mesmo pálido e ofegante, tinha muita dificuldade em expressar seu medo diante do que via, e explicar para os companheiros o que estava acontecendo. Ele jurava de pé juntos, que estava enxergando uma mão que acenava para ele, e que essa mão ficava fora dá água. Mas, ninguém conseguia ver a tal mão, e nem entender o que se passava.

Depois de muito suspense e após desistirem da pescaria, retornam para o porto de onde embarcaram, e a mão que aparecia para o pescador gago desaparece assim que os mesmos retornam. Em terra, ele conta para várias pessoas o acontecido, prometendo que jamais sairia para pescar em uma sexta-feira santa. Anos depois, esse pescador mudou de profissão e se tornou agricultor.

LENDAS E CAUSOS DA QUARESMA III - A CRIANÇA DESAPARECIDA

Nunca até então havia se visto tanta movimentação na fazenda como naquele dia. Desde o final da tarde até à noite, os escravos corriam de um lado para outro, revezando-se incansavelmente na busca pelo filho mais novo dos senhores. Durante a tarde foi visto brincando com os irmãos no pátio da fazenda e alguns disseram tê-lo perdido de vista quando foi para os lados da senzala. Pelos precipícios das serras, nas capoeiras, nas lavouras de café, no leito dos rios, por todos os lados os escravos procuravam avistar o menino, mas sempre voltavam de mãos abanando. A mãe inconsolável ameaçava atirar-se pela mata à procura do filho:

- Não é possível meu Deus! Deixar meu filho de apenas três anos sozinho, perdido nesta mata escura, correndo perigo de ser atacado por algum animal!

Em meio aos gritos de súplica da mãe, ouviu-se a voz fina e sonolenta do menino que voltava do mesmo jeito como havia sido visto mais cedo, cambaleando de sono e pedindo pelo colo da mãe. Interrogado por todos, a criança dizia apenas:

- Foi uma moça mãe...

Agradecida pelo milagre, a mãe orou como nunca na missa do domingo por seu filho ter voltado são e salvo. O menino se encantava com os anjos dourados da igreja, com as histórias contadas nos painéis, com todas aquelas figuras quando gritou surpreso:


- Foi ela mãe! Foi aquela moça que me levou para casa!

Apontando para o altar-mor, o menino mostrava a imagem da Nossa Senhora das Graças, envolta em seu manto azul de estrelas, com os olhos de compaixão e que parecia sorrir.


LENDAS E CAUSOS DA QUARESMA II - O DEFUNTO QUE O DIABO LEVOU


O coronel Carlota (coronel da antiga Guarda Nacional) era um riquíssimo traficante de escravos, já idoso, calvo e gordo, que residia com a família num sobradão quase centenário, à época, nas proximidades da igreja do Carmo.

A enorme riqueza material desse homem contrastava, porém, com sua imensa miséria moral. Era um indivíduo perverso, de tal maneira perverso, que martirizava os infelizes escravos que lhe pertenciam,não porque cometessem algum delito, mas unicamente para vê-los delirar de sofrimento. Muitos deles fugiam ou se suicidavam, quando lhe caíam nas garras. Aliás, não eram só os desgraçados pretos as vítimas desse tarado satânico - a família também sofria terrivelmente sob seu jugo implacável. Era corrente que a filha mais velha fora por ele próprio envenenada, por apenas recusar um fazendeiro bronco, de idade avançada, enfermiço e autor de muitas mortes, o qual, só pelo seu ouro, o coronel queria para genro.

Prosperavam os negócios do desumano traficante de escravos e preparava-se ele para uma viagem ao sertão, quando o destino lhe mudou o itinerário, mandando-o viajar para o cemitério.

A notícia de sua morte não causou nenhuma tristeza, como era de esperar, dada a antipatia que a cidade em peso lhe votava. Quase ninguém subia as escadas do velho sobrado, para ver a máscara do morto ou levar pêsames à família. A repulsa era evidente.

Ora, nesse dia, um estranho acontecimento se passou, de que só mais tarde se veio a saber.

Foi o caso que, tendo ficado um instante, o cadáver sozinho na sala, quando a esta voltou a primeira pessoa da casa, uma grande surpresa a esperava: o defunto havia desaparecido!

Houve o justificado alarme. A família, aturdida, assombrada, não achava explicação para o fato a não ser a intervenção do sobrenatural. "Era um velho tão mau, que falava tanto de Deus..." - comentavam.

Baldadas todas as buscas, e a fim de evitar escândalo, colocaram no caixão, para fazer peso, um grosso tronco de bananeira e depois o fecharam. Quando alguém, que chegava, pedia licença para ver o morto, diziam:

- Queria desculpar, mas não é possível.

Está-se decompondo horrivelmente... Tivemos ordem de não abrir mais o caixão.

Á tarde, os funerais foram feitos, com meia dúzia de pessoas, apenas, a acompanhar o corpo.

E dizem que, naquela noite, longe, muito longe da cidade, por uma deserta encruzilhada, passou, a horas mortas, numa carreira louca, um cavaleiro de esporas fosforescentes, alto, magro, anguloso, chispando fogo e levando à garupa de um cavalo fantástico o cadáver do velho coronel, envolto em lúgubre mortalha, que esvoaçava sinistramente ao vento... 

LENDAS E CAUSOS DA QUARESMA I - A PROCISSÃO DAS ALMAS

Conta-se que certa vez, durante a quaresma, um fato muito estranho aconteceu na cidade de Congonhas - MG. 

Havia uma senhora, que não saia da janela. De manhã, de tarde, de madrugada, la estava ela, todos os dias, observando a cidade em silencio. Um belo dia, enquanto ela observava sua rua, a ladeira do Bom Jesus, que estava completamente deserta até certa hora, de repente ela se deteve na janela,  quando avistou algumas pessoas que subiam a rua em procissão.
Eram pessoas desconhecidas que ela não se lembrava de algum dia ter visto em lugar nenhum na cidade, nem no centro, nem na rua, e muito menos na Igreja. Mas ao passar por sua casa, uma dessas pessoas lhe entregou uma vela e pediu-lhe para que a guardasse até o dia seguinte. Ela aceitou, entrou e guardou a vela numa gaveta de seu quarto. Quando voltou à janela, a procissão já ia bem mais adiante. Foi quando ela notou que as pessoas que ali estavam, não caminhavam, pois não possuíam pés: elas flutuavam!

E o seu espanto só não foi maior do que quando resolveu olhar a vela guardada: havia se transformado em um pedaço de fêmur humano. 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Esqueleto de guerreira viking intriga pesquisadores na Suécia

Em 1878, arqueólogos encontraram restos mortais humanos em uma sepultura viking, na Suécia. Na cova, havia armas, ornamentos e ossadas de dois cavalos que pertenceriam a um guerreiro. Por mais de cem anos, acreditava-se que o esqueleto fosse de um homem, mas novas análises de DNA revelaram que, na verdade, ele pertence a uma mulher. 
Ao descobrir que o esqueleto era feminino, críticos passaram a questionar os responsáveis pelo estudo. Algumas pessoas chegaram a acusar os cientistas de terem analisado os ossos errados. Outros duvidaram que uma mulher pudesse exercer a função de guerreira na sociedade viking.
Em um artigo publicado na revista Antiquity, os pesquisadores da Universidade de Uppsala reafirmam que a pessoa enterrada é, sem dúvida nenhuma, uma mulher. A descoberta levantou discussões a respeito do papel feminino entre os vikings. Embora não haja muitas evidências físicas da presença de guerreiras naquela sociedade, lendas dizem que elas existiram. 
De acordo com os pesquisadores, as roupas com as quais a mulher estava vestida sugerem que ela era uma comandante de cavalaria. "O tempo irá dizer se estamos certos ou errados, mas achamos provável que mais mulheres guerreiras da Era Viking serão encontradas", diz o artigo. A sepultura data do século X e foi descoberta na ilha de Björkö, onde funcionava um importante entreposto comercial dos vikings.
Os cientistas ainda ressaltam que aplicar conceitos atuais de identidade de gênero em civilizações antigas pode induzir a conclusões erradas. Eles especulam que talvez os papéis masculinos e femininos pudessem ser diferentes entre aquele povo nórdico. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Os poderosos Titãs (Não a banda..rsrsr)

São 12 deuses que, segundo a mitologia, nasceram no início dos tempos. Eles eram os ancestrais dos futuros deuses olímpicos (como Zeus, Afrodite, Apolo…) e também dos próprios mortais. Os titãs nasceram da união entre Urano, que representava o Céu, e Gaia, que seria a Terra. “

Os titãs eram seres híbridos, nenhum era humano por completo e todos tinham o poder de se transformar em animais”, afirma a historiadora Renata Cardoso Beleboni, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em mitologia. O poeta grego Hesíodo, que viveu no século 7 a.C., foi um dos principais autores da Antiguidade a narrar o surgimento dos titãs, numa obra clássica chamada Teogonia. Esse e outros textos épicos contam que tais seres mitológicos ajudaram na formação do mundo. É que, no início dos tempos, Urano fazia seguidos filhos em Gaia, mas, como não se afastava dela, seus descendentes, entre eles os titãs, permaneciam presos no ventre da mãe. Insatisfeita com a situação, Gaia incentivou um de seus filhos, o titã chamado Cronos, a decepar os órgãos genitais de Urano, fazendo com que este se afastasse dela. Essa metáfora mitológica é uma original maneira de explicar a separação entre o Céu e a Terra, que teria permitido o início da vida. Mas não foram só as iniciativas heróicas que marcaram os titãs. Após mutilar e derrotar Urano, Cronos reinou e tornou-se um pai terrível para seus filhos (leia no quadro ao lado). O poder dele e de outros titãs sobre o mundo só acabou após eles terem sido derrotados por Zeus, o futuro chefe dos deuses olímpicos, numa sangrenta guerra chamada Titanomaquia.
O terrível Cronos
O mais famoso dos 12 titãs engolia os próprios filhos

O mais importante titã, e também o mais jovem, costumava ser representado com uma foice na mão, com a qual teria mutilado seu pai, Urano. Cronos se uniu a uma de suas irmãs, Réia, com quem teve vários filhos. Como tinha medo de que os descendentes desafiassem seu poder sobre o mundo, ele engolia todos os seus filhos. Mas um deles, Zeus, contou com a ajuda da mãe para escapar desse destino trágico. Após crescer e se tornar forte, Zeus decidiu resgatar seus irmãos, dando uma poção para o pai que fez este vomitar todos os filhos engolidos. Com a ajuda dos irmãos, Zeus derrotou Cronos e outros titãs numa grande batalha e passou a ser o grande chefe de todos os deuses gregos. Cronos e seus aliados foram presos para sempre no Tártaro, o mundo subterrâneo para onde iam os mortos.
O resto da turma
            Da união entre o Céu e a Terra nasceram os outros 11 deuses
OCEANO

Era o titã mais velho, representado por um grande rio que corria em volta de toda a Terra (então considerada plana), demarcando suas fronteiras. Oceano teria gerado todos os rios, riachos e fontes existentes.


                                    CEOS
Um titã obscuro, que tem importância apenas na construção da árvore genealógica dos deuses gregos, principalmente por ter sido avô de Apolo (deus das profecias, da medicina e da música) e de Ártemis (deusa da caça e da vida selvagem).



CRIO
Outro titã secundário, sem grande destaque na mitologia grega. Os textos lendários revelam apenas que Crio se casou com Euríbia, sua meia-irmã – filha de Gaia com Ponto, outra divindade que representava o mar.


                                                                     HIPÉRION
Era, provavelmente, uma divindade de origem pré-helênica, que acabou absorvida pela mitologia grega, aparecendo como um dos 12 titãs. Hipérion era identificado com as forças solares o ser que deu origem ao sol.


JÁPETO
É importante na mitologia por causa de alguns de seus filhos. Um deles foi Atlas, que enfrentou Zeus na titanomaquia e, ao ser derrotado, recebeu como castigo a missão de carregar o mundo nas costas. Outro foi Prometeu, criador dos mortais.



TÉTIS
Em alguns textos épicos, essa titã aparece como a deusa da fertilidade, simbolizando a capacidade geradora e fecundante das águas. Também, não é para menos: de sua união com o irmão Oceano nasceram milhares de filhos.

FEBE
Conhecida como “a luminosa”, ela se uniu ao irmão Ceos e teve uma filha chamada Letó, que seria um dos amores de Zeus e daria à luz dois importantes deuses gregos: Apolo e Ártemis.

TÊMIS
Deusa da justiça divina e da sabedoria, ela foi a segunda esposa de Zeus. Segundo alguns textos mitológicos, Têmis inventou os oráculos e os rituais religiosos. Antes do surgimento de Apolo, ela era chamada também de deusa das profecias.

TÉIA
Por ter se unido ao irmão Hipérion, também costuma ser identificada como uma divindade solar. Téia teve três filhos: Hélio (que seria o próprio Sol), Selene (a Lua) e Éos (a aurora).

MNEMÓSINE
A deusa da memória foi a quinta esposa de Zeus e mais uma das tias titãs que ele escolheu com quem procriar. Dessa união nasceram as nove Musas, deusas da literatura e das artes – como poesia, música e dança.


RÉIA
Essa titã era irmã e mulher de Cronos, a quem conseguiu enganar, evitando que seu filho Zeus fosse engolido por ele. Quando Zeus nasceu, Réia deu uma pedra para Cronos engolir no lugar do recém-nascido. Ela foi mãe também de outros deuses, como Poseidon (deus do mar) e Hades (rei do mundo subterrâneo).

IRMÃOS DE OLHO GRANDE…
Além dos 12 titãs, Urano e Gaia tiveram três filhos chamados ciclopes. Eles eram gigantes, com só um olho na face, que lutaram ao lado de Zeus na guerra contra Cronos. Os relâmpagos usados por Zeus na batalha foram forjados por eles.
…E DE MUITAS CABEÇAS
Um outro trio monstruoso foi gerado por Urano e Gaia: os hecatonquiros, seres com 100 braços e 50 cabeças. Os textos épicos divergem. Em alguns, eles são aliados de Cronos; em outros, de Zeus.

A Hidra



A Hidra, na mitologia grega, era um monstro, filho de Tifão e Equidna, que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida, hoje o que equivaleria à costa leste da região do Peloponeso. A Hidra tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente. Segundo a lenda, as cabeças da Hidra podiam se regenerar; algumas versões dizem que, quando se cortava uma cabeça, cresciam duas em seu lugar, mas as primeiras versões da lenda não incluíam essa característica. 

A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito e os comia; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento. 

A Hidra foi derrotada por Héracles (Hércules, na mitologia romana), em seu segundo trabalho. Inicialmente Héracles tentou cortar as cabeças, mas a cada uma que cortava surgiam duas no lugar. Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho Yolau para que as queimasse com um tição logo após o corte, cauterizando, desta forma a ferida e impedindo que uma nova cabeça surgisse. Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal. 

Héracles cortou e esmagou a última cabeça com uma enorme pedra. Assim, o monstro foi morto. 

Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Héracles. Quando percebeu que Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou Câncer). 

Instruído por Atena, Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas. Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze), pois o herói teve ajuda. 

Héracles morreu, mais tarde, na Frígia, por causa do veneno da Hidra: após ferir mortalmente o centauro Nesso com flechas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a Dejanira, dizendo que era uma poção do amor, para ser usada na roupa. Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de Hiole, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Héracles, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na pira crematória. 

Constelação 

Os mitógrafos contam que a Hidra de Lerna e o caranguejo foram postos no céu depois que Herácles os matou. Hera pôs o caranguejo no Zodíaco para seguir ao Leão, criando a constelação de câncer. Quando o sol está no signo de câncer, ao começar oficialmente o verão boreal, a constelação de Hydra tem suas cabeças próximas.

Silêncio - Ausência de barulho pode turbinar o cérebro e a criatividade

Vivemos cercados de som e barulho, mas o que acontece quando nos deparamos com o verdadeiro silêncio? O barulho do trânsito, sirenes estridentes, vozes altas, alertas de mídia social - tudo pode ser avassalador na vida de alguém, mas ainda assim a ausência de som tem sido associada à solidão, ao tédio ou à tristeza.
"Vivemos na era do barulho. O silêncio está quase extinto", afirma o filósofo e aventureiro Erling Kagge.
E ele diz isso com propriedade: Erling explorou o poder do silêncio e tornou-se a primeira pessoa a alcançar os "três polos" do norte, sul e o cume do Everest.
Mas por que precisamos de silêncio, como o perdemos e onde poderíamos encontrá-lo novamente?

Silêncio permite que nos sintamos 'presentes'
"A Antártida é o lugar mais quieto em que eu já estive", diz Erling. "Ali, estava cada vez mais atento ao mundo do qual faço parte."
Ele explica como o silêncio que encontrou em sua expedição permitiu que se sentisse mais "presente": "Eu não estava nem entediado nem interrompido. Eu estava sozinho com meus próprios pensamentos e ideias... Eu estava presente em minha própria vida".
Obviamente não podemos ir todos para um deserto gelado a qualquer momento, mas talvez seja possível encontrar um espaço silencioso - um quarto, algum canto silencioso de um jardim ou um cubículo de banheiro - pode nos ajudar a tirar um momento da correria de nossas rotinas diárias e a nos reconectar com nós mesmos.
Erling acredita que todos nós podemos encontrar nosso "silêncio interno" e sugere "ficar de pé no chuveiro... sentado em frente a um fogo crepitante, nadando em um lago na floresta, ou dando um passeio por um campo".
"Todas essas podem ser experiências de quietude perfeita."
O silêncio nos dá espaço para pensar

O silêncio é "uma chave para desbloquear novas formas de pensar", diz Erling, e a ciência apoia a teoria do filósofo.
Mesmo sem o estímulo do som, nossos cérebros permanecem ativos e dinâmicos.
Um estudo de 2001 realizado por neurocientistas da Universidade de Washington descobriu que havia uma função cerebral "modo padrão": eles concluíram que um cérebro "em repouso" ainda estava em ação, constantemente absorvendo e avaliando informações.
Pesquisas subsequentes mostraram que esse "modo padrão" também nos ajuda a refletir.
O artigo Frontiers in Human Neuroscience, de 2013, afirma que, mesmo quando o cérebro repousa, ainda é capaz de processar informações no que eles chamam de "espaço de trabalho consciente".
Silêncio e descanso podem ser a chave para o nosso melhor pensamento criativo e nossas maiores ideias.
O silêncio é uma ferramenta poderosa de conversação

"O silêncio é uma das grandes artes da conversa", disse o famoso orador romano Cícero.
Na conversa ou no debate, é fácil esquecer o poder do silêncio - mas ficar quieto pode ser uma ferramenta muito eficaz, e é uma opção que todos temos à disposição.
Ao fazer uma pausa, você pode falar com mais calma e sabedoria: o silêncio pode ser o espaço entre uma explosão inútil de sentimento e uma resposta ponderada.
Isso também mostra confiança em um argumento. "Nada fortalece mais a autoridade do que o silêncio", afirmou Leonardo da Vinci.
Mas, além de nos ajudar a derrotar um adversário, ele pode nos ajudar a fortalecer nossos relacionamentos.
Ao ficar em silêncio, você está naturalmente ouvindo mais e dando aos outros a oportunidade de compartilhar.
O silêncio pode realmente ajudar nossos cérebros a crescerem.
Em 2013, a bióloga Imke Kirste estava testando os efeitos do som nos cérebros de ratos. 
Os resultados foram surpreendentes: os sons não tiveram impacto duradouro, mas duas horas de silêncio por dia estimularam o desenvolvimento celular no hipocampo - a parte do cérebro que ajuda a formar as memórias.
Não era o som em si, mas a própria ausência que criava novas células no cérebro dos ratos. Embora o crescimento de novas células cerebrais não tivesse necessariamente benefícios para a saúde, essas células pareciam se tornar neurônios funcionais.
Se uma ligação entre o silêncio e a geração de neurônios puder ser estabelecida em humanos também, há uma chance de que o silêncio possa ser usado para ajudar pacientes com condições como demência e depressão.
O silêncio é o antídoto a redes sociais
"As notificações da tela de um celular podem ser viciantes", adverte o filósofo e aventureiro Erling Kagge.
"Quanto mais somos inundados, mais desejamos nos distrair. Verificamos e revisamos nossos telefones como um bandido armado, na tentativa de obter satisfação."

Mas, em vez de encontrar satisfação, ele afirma que essa forma de ruído gera ansiedade e sentimentos negativos. "Podemos ficar viciados nas mídias sociais, mas isso não significa que estamos felizes."
"O silêncio", diz Erling, "é o oposto de tudo isso. É sobre entrar no que você está fazendo, e não viver com outras pessoas e outras coisas".
Pode ser um pensamento assustador, mas tente um jejum tecnológico de algumas horas.
Conquiste estas rupturas devagar até que você possa passar um dia inteiro sem seu telefone ou tablet e veja como você se sente depois dessa experiência.
O silêncio ajuda a aliviar o estresse
A enfermeira britânica Florence Nightingale escreveu que "o ruído desnecessário é a mais cruel ausência de cuidados que pode ser infligida a pessoas doentes".
Ela argumentava que todo som desnecessário poderia causar temor, angústia e perda de sono para pacientes em recuperação.
A pesquisa moderna apoia os pontos de vista dela elaborados no século 19: foram descobertas correlações entre pressão alta e ruído crônico - como o de estradas e aeroportos.
O ruído também pode resultar em níveis elevados de estresse - acredita-se que as ondas sonoras ativam a amígdala, que está associada à formação da memória e à emoção, causando uma liberação de hormônios do estresse.

Esse processo pode ocorrer mesmo enquanto dormimos.
O silêncio, no entanto, tem o efeito oposto: ajuda a liberar a tensão no cérebro e no corpo.
Um estudo publicado na revista Heart descobriu que dois minutos de silêncio podem ser ainda mais calmos do que ouvir música "relaxante".